7 dias, 7 noites
Chega (quase) ao fim o primeiro fim-de-semana oficial em Budapeste.
Por muito menos stressante e pesado tenha sido o trabalho desta semana (ainda sem acessos oficiais, sem oportunidade de avançar grande coisa no training, com muito shadowing a acontecer e muitas pausas no trabalho) devo confessar que foi com um alívio gigante que senti finalmente a Sexta-feira a aparecer no meu calendário. A preparação para, sem dúvida, um fim-de-semana cheio de, no mínimo, boa disposição -E no máximo, falta de descanso - And that's a given, but it would all be worth it.
Queria referir desde já dois sítios espectaculares que conheci ao longo desta semana. Chamavam-se Only Good Beers (uma loja/bar de cervejas com uma variedade enorme de cervejas belgas a um preço muito razoável) e Gondozó Kert (um bar do género que se pode encontrar muito em Budapeste, com uma óptima vibe e umas excelentes quesadillas. Acabaram de se tornar alguns dos meus must see's para beer lovers, e, pelo que sei, há muitos mais bares do género para descobrir - Cada coisa a seu tempo!
Estes bares foram-me mostrados por um colega húngaro da equipa francesa que acabou por me mostrar também o filme Detention, que nunca teria conhecido sozinha, e um doce ou outro tradicionalmente húngaros - They know their stuff! Acabei por conhecer também uns quatro ou cinco húngaros que resolveram discutir comigo o cliché do homem húngaro actual e com os quais cheguei também à conclusão que é melhor habituar-me a sentir-me bem bem pequenina neste país (mas vá, grande por dentro!).
A Sexta-feira foi aguardada ansiosamente sendo que seria a minha primeira venue musical com o Pai Miguel (que saudades!) aqui na capital da Hungria. Foi um belo show. O set estava todo lá, com o rio à nossa frente e as luzes da cidade e convidar ao remiscing e à melancolia. Deu para conhecer brasileiras, americanas, portugueses, colombianos, gregas, gregos, italianos e espanhóis sem fim claro e, embora muitos tenham terminado a noite com um mergulho animado nas águas do Danúbio, eu limitei-me a voltar para casa com um bom feeling de uma noite bem passada - Com uma nota de culpa por não ter conseguido estar em casa quando chegou a Inês da estação de comboios com a sua mala interrail e não estava a conseguir abrir a minha porta de casa.
Passámos Sábado a andar de um lado para o outro, sendo que eu própria ainda não conheço propriamente a cidade e acabei por a levar para o que conheci nos poucos dias turísticos que tive. Fomos ao mercado central (onde vou sem dúvida buscar alguma decoração para o meu quarto quando o meu budget não estiver tão reduzido), depois à Kazincyzy utca para almoçar no Kolor (óptimo prato de jalapeños com queijo cheddar por 3,50eur) e descobrir um café "espresso" tão bom que nos esquecemos por momentos que estávamos em Budapeste - A revisitar adicionalmente pelo friendly staff... - Depois passámos a tarde a vaguear pela Ilha Margarida e terminámos no Sugar!, um Heaven on Earth dos doces que, apesar de não ter nada a ver com a Hungria em si, tinha de ser partilhado com outras mega gulosas como eu (oh well, arent' we all?).
No Sábado à noite foram os anos de um português e tive a oportunidade de conhecer todo (ou pelo menos grande parte) do gang português cá de Budapeste. Sendo estes na sua maioria do Norte, estou com um certo medo de começar a mudar o meu sotaque lisboeta e já não ser recebida em casa da mesma forma. A ver vamos! (Nota: A house party foi crashada pela polícia e tivemos de pagar multa - coisa que já me tinha acontecido também em Bruxelas, embora obviamente nunca em Portugal). Acabámos na mesma disco do outro fim-de-semana, mas há-que aproveitar o Verão para ir sair na Ilha Margarida - Da minha parte, ainda não deu para fartar. A noite ainda deu para uns diálogos políticos com um italiano, uns momentos de puro descalabro humorístico com um português (do Norte, what else?), e algumas partilhas de histórias com uma grega. Já tinha saudades do Pai Miguel!
E hoje.... Sziget! Muita expectativa para um dos maiores festivais de música da Europa... E também para Franz Ferdinand que nunca cheguei a ver ao vivo. Ooooh do ya, do ya, do ya wanna?
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