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A mostrar mensagens de 2012

Quando te amo

Quando te amo, tudo é mais fácil. A gargalhada surge, sem aviso, e a vida ganha uma cor viva e alegre. Os cheiros são outros e tudo parece ganhar uma música adjacente que nos vai embalando e dizendo "não precisamos de mais nada..." Quanto te amo, o mundo pára e grita, "O que pensas que estás a fazer? Achas que mereces isto? Achas que não mereces mais, e melhor?" E eu respondo: Não te conhecem, não te vêem, não te amam como eu. Eu nem sei se mereço tanto -  E mereces tudo o que tenho a dar... Quando te amo, tenho medo todos os dias... Porque este amor é tão grande que me fez mudar, que me fez chorar, que me magoou tanto, e eu só quero ser feliz contigo... Tenho medo porque parecemos tão frágeis e tão fortes ao mesmo tempo... Tenho medo porque te amo e não te quero perder por nada... Porque posso, sim, posso dar-te tudo o que precisas e até o que não sabias que precisavas...  Tenho medo porque talvez  seja este o amor de que tenho andado à procura, só n...

...E afinal, porquê?

Pergunto-te porquê, e não me respondes.  Dizes-me que me amas, que somos tudo, que te faço ser melhor e que mudaste a tua vida por mim - Mas não me dizes porquê. O porquê de não mo teres dito, ou o porquê de tudo isto.  E eu fico por aqui, sem perceber, sem rumo, porque até aqui tinha focado tudo em ti, tinha decidido apostar em nós e nisto, neste relacionamento estranho e disfuncional, neste relacionamento em que me fui apaixonando por ti e tu...  Tu.  Tu, que também tens sentido tanta coisa, mas que, na verdade, não queres largar aqueles momentos que te dizem que ainda és a mesma pessoa, que não te rendeste ao aborrecimento da vida mundana, sem excitações, casos de uma noite e bebedeiras de muitas mais...  A verdade é que, por muito que me ames, te faz falta aquele sangue a fervilhar e o engate vazio dos verdadeiros noctívagos, de que afinal fazes parte mas que eu, eu nunca fiz, mesmo que tenha tentado - E tentei muito, muito antes de ti, contigo, e até um po...

Na Noite

Na noite ficámos, nessa noite em que nos conhecemos e a quem devemos tudo – A quem devemos demais. Como vampiros, ou seres noctívagos de qualquer outro tipo, alimentámo-nos de tudo o que ela tinha para nos oferecer: Desespero, sofreguidão, loucura… Até à exaustão, até não haver mais nada para consumir… E de repente chegou o dia, e tudo está mais claro: As imperfeições mostram-se, desprotegidas, e após toda a maquilhagem desaparecer percebemos cruamente que a noite passou depressa demais. Os olhos encovados e as sobrancelhas cerradas sussurram-nos que devíamos provavelmente ter ficado na noite, essa que conhecemos tão bem, que nos protege e nos devolve apenas imagens embriagadas. Não sabemos como ser, como estar, como ficar, um com o outro, longe da noite. De repente tudo é claro e doloroso e já não sei sequer se te amo, porque afinal na noite eu não era eu e tu não eras tu, quem éramos nós afinal? E como recomeçar agora, se foi na noite, nos silêncios, nas repressões, nas traições, ...

Sinto a tua falta

Nestes dias, fazes-me falta.  Nos dias em que as amigas e os amigos têm namorados, uns jantam, outros saem... Ninguém tem tempo para falar durante horas a fio, sobre tudo e sobre nada... Eu precisava de falar com alguém - E esse alguém costumavas ser sempre tu.  Sinto falta do teu ombro para chorar um bocado, encher de baba e saliva e lágrimas à mistura. Nestes dias em que estou tão confusa e não faço ideia do que estou a fazer. Fazes-me falta muitos dias está claro, mas especialmente nestes dias, em que o que precisava era de alguém que me conhecesse tão bem como tu, tão bem que não fosse preciso dizer nada, que não fosse preciso explicar tudo, só deixar-me estar contigo em silêncio, tu que me fazes rir e esquecer-me do que quer que seja que me faz sentir assim... Lá está, nem sequer queria dizer-te o que é, e dizes-me sempre o que eu no fundo já sei mas preciso de ouvir... Não sei como é que ainda não te fartaste de me dares tantos conselhos que não sigo, de...

Faz falta

Tenho saudades de pensar que tudo era possível. De ver um futuro contigo, um futuro aventureiro, de viagens, de música, de alegria e de parques de diversão, de percorrer países de bicicleta se entretanto ganhar aquela resistência física genial, sempre pensei que me pudesses ajudar nisso, de fazer vídeos, tirar fotos, de comprar uma televisão, de te ter aqui em lisboa ou noutro sítio qualquer, de estar contigo e estar feliz porque era perfeitamente possível... De tudo isto que nunca te cheguei a dizer e que provavelmente nunca imaginaste. De não ter de te pedir para ficar porque me dizias só que esperavas por mim pelo menos mais um bocadinho - Só mesmo porque no fundo sabias, com uma certeza que nunca tiveste antes, que não ias conseguir estar sem mim outra vez..

Decisões

Porque tu não ouves, tu não entendes. Não me ouves quando digo que me magoas; Continuas, repetes, refazes... E depois pedes-me para decidir o que quero, faça o que faça.. Dizes que gostas, dizes que queres... Mas não cuidas, não tens cuidado. Não tens cuidado nenhum comigo e eu sou frágil. Sou muito mais frágil do que digo. E digo pouco; E dou muito; E agora já nem consigo dar, porque estou tão magoada e porque não sei se vales a pena, só me mostras que não vales quando mentes, porque é que me mentes?  E porque é que todos os dias há algo a lembrar-me que mentiste, há algo a lembrar-me de tudo o que foi acontecendo que estragou o que podíamos um dia ter? Tu dás-me tudo menos longo prazo, dás-me falsas expectativas e eu vou esperando, vou ficando mesmo quando me provas que não vale a pena, pedes desculpa e fica tudo na mesma... Continuamos com jogos, continuamos com escondidas... Quando é que vais ser tu finalmente  a decidir que sim queres, o que queres afinal? Quando é qu...