Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2006

Agora (ou o mito do "nunca mais")

Achei que eras tu "o tal". Que depois de ti, nunca mais sentiria algo remotamente parecido. Claro que essa ideia deixa alguém entregue ao desespero. Ora, vejamos: Nunca mais sentir. Seja prazer, alegria, amor. O estremecer do beijo desmoronar-se aos poucos, ser apenas um acto banal, até ficar finalmente reduzido a nada. Um acto casual. Um beijo não ser mais que um beijo... Nunca mais. Hoje sei que as coisas não são bem assim. Sim, contigo soube que havia algo mais. Que tinha estado certa este tempo todo. Mas não sabia - alguém me ensinou há pouco tempo - que esse "algo mais" existe não apenas numa pessoa, mas em várias. Há quem passe vidas inteiras a fugir dessas pessoas... Por múltiplas razões. Por medo. Isso descobri-o com o tal alguém. Ainda não sei se fuja ou não. Ainda não sei nada. Mas pretendo descobrir isso aos poucos. Graças também a ti, tenho muito medo. Graças a ti, dou dois passos e recuo um. Também não consigo confiar. Talvez não deva. Não sei. Tudo...