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A mostrar mensagens de janeiro, 2011

Ausência

Disseste: "Já era tempo" e partiste. E eu não reparei, deixei-me estar. Pensei que a tua ausência fosse apenas momentânea, que fosse outra das coisas que fazias e que me deixavam a pensar que nunca conheci alguém tão detestável, alguém tão adorável e ao mesmo tempo tão especial quanto tu foste, sempre, para mim - Ao mesmo tempo. Mas a tua ausência foi-se tornando mais pesada - Como são sempre mais pesadas as coisas que nos magoam - e percebi que não voltarias tão cedo - ou secretamente sabia que não voltarias nunca mais.

Film Noir 101

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Após muito tempo a adiar filmes e filmes, na semana a seguir aos exames, que estava a merecer começar a ver um clássico às duas da manhã e terminar às quatro, só porque podia. E o escolhido foi O Falcão Maltês. A intriga é simples: Humpfrey Bogart é um detective privado, mulherengo, com um caso com a mulher do seu sócio. Um dia recebem uma cliente bastante atraente que lhes pede para ajudarem a encontrar o perseguidor da sua irmã. Mas essa investigação chega ao fim quando o seu parceiro é assassinado e Humpfrey se encontra como o principal suspeito, e no meio de algo muito maior do que estava inicialmente à espera. Primeiro ponto: SE querem ver um clássico film noir, é deste que estão à procura. Tem todos os elementos: A femme fatale, os criminosos com estilo e com grande palavreado enquanto seguram uma pistola na mão, as conversas sempre calmas e longos diálogos independentemente do perigo da situação ou do stress associado. Humpfrey Bogart está fantástico, sempre com o seu tabaco d...

Sentença

Talvez ambos fôssemos culpados de olhar, sentir, sorrir; Sim, éramos culpados de tudo o que jurámos e de tudo o que roubámos um ao outro. Éramos culpados e sabíamos, com a certeza de mil vidas que nunca vivemos juntos, mas nada havia a fazer, nada podia ser dito. E agora? Como vais tu proclamar a sentença final, como vais já no corredor da morte substituir em mim esse desejo de amar quem já não está, de amar quem não poderei nunca amar, de amar como nunca nos amámos verdadeiramente...?

Sobre 2010 e o que se poderá esperar de 2011

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O ano passado, provavelmente mais cedo que este ano - Peço desculpa pela prolongada ausência - escrevi um texto com inúmeros desejos para o ano que estava a chegar... Chegou a altura de fazer o tal balanço... Quem sabe, fazer mais uma resolução ou duas... Começo por dizer que este ano as passas estiveram em grande na minha passagem de ano. Se gostei? Não. Se foi necessário? Sim, já era tempo! E com champanhe que se não era bom, àquela hora já parecia quase néctar dos deuses comparado com os vários tipos de sangria caseira que tínhamos à nossa disposição (já se sabe como é, passagens de ano em casa vai acabar sempre por dar para "aquele amigo que sabe fazer sangria" fazer uns quantos tipos diferentes em quantidades industriais e claro ou ficam extremamente doces, ou extremamente fortes... Qualquer bebida em comparação fica a parecer muito, muito boa!) Bem! Vamos lá para a introspecção? Há um ano atrás... Tinha muitos objectivos para cumprir.Sonhos, desejos? Posso dizer s...

Para mim, faz todo o sentido...

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Com o tempo, tornou-se fácil não pensar. Tornou-se fácil para mim passar à frente, andar sem olhar para trás, continuar como se nada fosse. De repente já não custa, já não dói. Já nem sequer me lembro... Mas depois de tanto tempo, o sorriso já não é igual. A gargalhada não soa ao mesmo e ecoa, desprotegida. A música parece distante e vazia, monótona, como se tudo fosse parte do mesmo álbum que ouvimos vezes sem conta, tantas que as músicas se misturam até parecerem sempre a mesma, em modo repeat , vezes e vezes sem conta. E nesta busca desenfreada pela ausência de emoções esqueci-me que a vida sem sentir é tão vazia que deixa de fazer... Sentido. Sem amor, sem paixão, mas também sem ódio, sem discussões, sem choros, sem dor, sem desilusão, arrependimento, sem nada, não sou, não respiro, não vivo. Nem sequer sobrevivo, definho sem vontade de voltar, sem vontade de ser. Assim vou ficando, esperando por aquele dia: Aquele em que vens e me deixas sentir de novo. O dia em que me garant...