Noites de trovoada
Um brilho no céu. Conto os segundos: 1, 2, 3, 4.... O trovejar faz-me tremer, apesar de ter sido tão longe. Penso em ti. 1, 2, 3,4,5... Onde estará agora? Será que estás, como eu, a cronometrar obsessivamente os segundos entre o brilho esbranquiçado e o som destrutivo do trovão?, será que te apercebeste agora quão infantil é, uma perda de tempo total? Será que apesar disso sorris ao lembrar-te como o fizémos juntos? Afasto-me da janela, a casa está vazia, sem luzes, sento-me no vazio tão familiar do meu quarto e inspiro fundo. Sorrio. Lanço uma gargalhada e, sei lá porquê, desde há muito tempo apetece-me dar graças a alguém ou a alguma coisa por te ter conhecido, por apesar de as coisas não terem corrido bem, termos tido momentos inesquecíveis, especiais. Por ter assistido áquela trovoada contigo, o meu braço quente sob a protecção do teu, de repente lembras-te que a electricidade poderá ter voltado, ligas o rádio e está a dar aquela música linda de Dire Straits(que não conhecias), Rom...