Non, je ne regrette rien
Vou estando por estes lados, neste país cuja língua se vai tornando cada vez mais familiar, mais querida, e vou-me afeiçoando mais e mais às pessoas, aos hábitos, aos momentos e a tudo o que tenho vivido. E vou tendo mais e mais vontade de me deixar estar quietinha no meu canto, por aqui, porque me parece tão mais fácil, tão menos complicado e claro tão doce, tão apaixonante... Sim, eu sei que tenho de voltar; Eu sei que no fundo não pertenço aqui, mas também já não sei se pertenço a Portugal, a esse "meu" país que nunca me pareceu tão meu quanto isso, às pessoas de quem francamente tenho tantas saudades, à minha família que eu amo profundamente, ao que deixei para trás estes meses tentando não olhar (muito) entre espreitadelas rápidas e olhares fugazes para o que tenho estado a perder. (Tanto, aposto!) Não sei se quero deixar o que ganhei por cá, se quero dizer adeus e mais uma vez começar tudo do zero no sítio do costume. Não sei, ou então sei que não quero, mas a verdade é...