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A mostrar mensagens de novembro, 2011

Non, je ne regrette rien

Vou estando por estes lados, neste país cuja língua se vai tornando cada vez mais familiar, mais querida, e vou-me afeiçoando mais e mais às pessoas, aos hábitos, aos momentos e a tudo o que tenho vivido. E vou tendo mais e mais vontade de me deixar estar quietinha no meu canto, por aqui, porque me parece tão mais fácil, tão menos complicado e claro tão doce, tão apaixonante... Sim, eu sei que tenho de voltar; Eu sei que no fundo não pertenço aqui, mas também já não sei se pertenço a Portugal, a esse "meu" país que nunca me pareceu tão meu quanto isso, às pessoas de quem francamente tenho tantas saudades, à minha família que eu amo profundamente, ao que deixei para trás estes meses tentando não olhar (muito) entre espreitadelas rápidas e olhares fugazes para o que tenho estado a perder. (Tanto, aposto!) Não sei se quero deixar o que ganhei por cá, se quero dizer adeus e mais uma vez começar tudo do zero no sítio do costume. Não sei, ou então sei que não quero, mas a verdade é...

Johnny, la gente está muy loca!

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E vieste, passaste por estes lados e partiste... Quase como se não tivesse passado tempo nenhum, e estivéssemos de novo em Lisboa, com longos passeios pela cidade, a dançar nas festas loucas do Musicbox ou a tomar aqueles nossos cafés que sempre souberam mil maravilhas! Ajudei-te a conhecer um pouco de Bruxelas - Esperemos que a melhor parte - E fizeste parte desta minha vida por aqui, sempre com um sorriso, e eu agradeço. Como sempre com longas conversas e conselhos que vão aos poucos soando mais sábios à medida que penso mais e mais na maneira como falaste comigo. De facto la gente está muy loca sempre que estás por perto... E sabe sempre bem =)

Nós(?)

Escrevo hoje porque já não estás aqui. Para variar, habituar-me à tua presença acabou por se revelar particularmente fácil - Ainda nunca demorou mais que minuto e meio, talvez dois no aeroporto em Paris, talvez um desta vez, quando me apareceste à porta e me pareceste tão naturalmente como rapidamente, em casa. Escrevo hoje porque me fazes falta. Claro que estando por aqui, tão longe de casa e com tantas situações pouco familiares, fazeres-me falta se torna fácil... Tanto quanto a "falta" de alguém pode alguma vez ser fácil. Mas o teu caso, será diferente dos outros, porque de alguma forma acabaste também por ser diferente, por seres mais... Mais o quê, perguntarias? Ou talvez nunca o chegasses a fazer, com medo do que te pudesse dizer em resposta. E eu, o que diria? Nada. Ou, simplesmente, "algo mais"!  Somos peritos em não falar. Peritos em desviar conversas e em evitá-las então... Devíamos ganhar algum tipo de prémio! Não exigimos nada um do outro porque ...

Noite Portuguesa

Há uns anos, se me dissessem "Carla o que achas de organizar uma noite portuguesa para 100 pessoas?" eu diria que IR a uma noite portuguesa, tudo bem, daí até organizar vai um grande passo. Pelo menos há um ano ou dois atrás. A verdade é que a ideia surgiu, avançou e terminou com um sucesso estrondoso, agradecimentos e fotos para mais tarde recordar... No QG cozinhou-se o que se pôde, os pastéis de bacalhau, rissóis de camarão, rissóis de leitão e fritos de chouriço... Faltaram os pastéis de Belém mas vieram rabanadas já a meio da noite, directas das meninas do Porto. Houve claro está moscatel e Ginja. Também do Porto veio o vinho do Porto e a selecção musical, que passou pelo que temos de melhor e pelo que temos de pior: Portanto de Amália, Ana Moura, Mariza e Deolinda até Milénio, Santamaria, Excesso e toda a música Pimba que se conseguiu juntar em tão pouco tempo. Em background passavam imagens do nosso belo país, do Algarve ao Gerês passando por Lisboa, pelo Porto, po...

Ficar... Ou não ficar? Eis a questão.

Sim, claro que me podia habituar a isto. Claro que gostava de continuar a explorar os mercados, a descobrir as comidas e os novos paladares. A conhecer novas pessoas e novas maneiras de viver a vida, umas mais simples que outras... A falar francês e a ver filmes com o Max, ouvir música com a Pauline e a ter conversas intermináveis com a Laet... A comer speculoos quando a fome aperta e ter daquelas noites a tocar "one love" como deve ser... A ir aos TD's e voltar já pelas 5 da manhã sem certezas ou segurança quanto ao que se terá passado por aqueles lados... A estar longe e poder adiar tudo o que não devia ser adiado: As conversas, as situações, as pessoas, o futuro... Sim, podia habituar-me a isso... Mas, não será preferível habituar-me a uma casa que seja realmente minha, a uma situação que esteja resolvida e a pessoas em quem tenha a certeza que posso confiar? - Se é que isso alguma vez vai existir... Uma coisa é certa: Por incrível que pareça, ficar começou a parecer b...

Longe

Do que tenho mais saudades? Da nossa simplicidade. O que temo mais quando voltar? Que essa mesma simplicidade se tenha perdido para sempre...

Quarta viagem de Erasmus: Brugges

Não é que se psoso chamar propriamente "viagem", sendo que Brugges é literalmente ao lado de Bruxelas (Basta dizer que fica na Bélgica, muito longe não pode ser... Não é como se houvesse muitas opções) mas garanto que pareceu, no mínimo, outro país. Brugges é como que, uma cidade "fantasma", no sentido de: Lindíssima mas estranhamente perfeita, arranjada, intacta, imaculada... Não há um papel no chão, um edicício decadente... Está tudo no seu lugar, como deve ser, e estranhamos todo este cuidado,  no fundo quase esta "frieza" que não podemos deixar de sentir. Brugges é claramente uma cidade a visitar, apesar de "não se passar nada" em termos estudantis, festas, etc. É romântica, há quem diga que é a "Veneza" da Bélgica, isto devido não só aos seus canais mas também ao "feeling" que se tem inevitavelmente ao passear por lá. Cidade romântica? Definitivamente. Traz uma nostalgia ao passear por lá (como era o meu caso) sem uma ...