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A mostrar mensagens de abril, 2010

Quando não és tu...

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Magoas-me. Magoas-me sempre que não és tu. E eu amo-te, amo-te a ti. Mais do que imaginas, mais ainda do que te mostro - E eu tento sempre mostrar-te tanta coisa... Quando não és tu, odeio-te. Com a força de mil ódios dispersos, lúgubres, detestáveis, odeio-te porque quando não és tu, nunca sei quando vais voltar para mim. Quando não és tu, mais vale estar sozinha, mais vale viver a minha vida sem olhar para trás, quando não és tu pergunt o-me... Pergunto-me se valerá a pena, se conseguiria afastar-me de ti quando não és tu, mas e depois? Quando és tu quero abraçar-te, cuidar de ti, dizer que vai correr tudo bem. Quero aninhar-me em ti e deixar as horas pass ar. Quando és tu, é tudo simples e fácil e fazes-me a pessoa mais feliz do mundo. E quero dar-te tudo, e quero ser para ti o melhor que conseguir ser. Quando és tu, esqueço-me sempre que podes deixar de o ser a qualquer momento, e entrego-me, e dou-me, e anseio por mais e mais e mais. Quando não és tu, dói-me. Quando não és tu,...

Divagando - Solidão

Quando nos habituamos a estar sozinhos, as coisas tornam-se mais simples. Mais seguras. Aprendemos a tomar conta de nós, a esperar de nós o que sabemos ser capazes de alcançar e talvez até mais um pouco que com esforço pode ser possível, não certo; Aprendemos a viver com os erros que cometemos e que nos prejudicam, reconhecemos culpa e responsabilidade pelos nossos actos. Quando estamos sozinhos podemos nunca nos desculpar totalmente, mas vamos sempre lembrar-nos de como estivemos mal e como causámos situações mais ou menos reversíveis. Mea culpa. Ponto final. Mas quando não estamos sozinhos, tudo se torna mais complexo. Quando não estamos sozinhos tornamo-nos vulneráveis e encontramo-nos na situação perigosa de magoar e sermos magoados. E já não somos só nós que sofremos, já não somos só nós que sentimos. Quando não estamos sozinhos, esperamos mais e queremos mais, porque achamos que já podemos contar com alguém para dividir as coisas más, as coisas boas... Mas por vezes esquecemo...