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A mostrar mensagens de 2011

Mais.

Porque eu mereço mais, eu quero mais, eu preciso de mais, do que: A ausência de expectativas; O fechar de olhos; A falta de contacto; E os silêncios... Porque eu dou muito mais e porque sei que posso ter mais do que isto... Não quero mais jogos, não quero mais estratégias e não vou continuar a apostar sempre no que já sei que a longo prazo não me vai fazer feliz.

7 dias...

Daqui a uma semana estou em Lisboa. Não estou de volta, mas estou quase. E agora? Será que devia aproveitar simplesmente o tempo que estiver em Lisboa da melhor forma, ou será que devia descobrir de uma vez por todas o que quer que seja que se tem passado na minha cabeça, na tua cabeça, será que devíamos sequer querer saber isso? ...Algo me diz que a nossa simplicidade já se foi há muito tempo.

Ontem

Ontem recebi uma mensagem tua. Tu não sabes, mas ontem foi uma das melhores noites que já tive... Esperei por um momento assim há cerca de 2, 3 anos - E finalmente, chegou, partiu, e foi tão perfeito como sempre imaginei. Tu não sabes, mas ontem perguntaram-me se estava contigo ou não e eu cansei-me de dizer que "sim, mas é complicado". Lembrei-me de todas as vezes em que me disseste que o melhor era não falarmos mais e cansei-me do "ser complicado". Ontem cansei-me de ti e resolvi ser feliz. Ontem apaixonei-me mais uma vez por esta capital e não quis voltar nunca mais, ontem vi caminhos que não sabia existirem, ontem sonhei e voei mais alto e sim, ontem fui tão feliz. Ontem mandaste-me uma mensagem, mas eu não pensei em ligar-te, não pensei em ti. E tu não sabes - Não podes saber - mas ontem esqueci-me de ti, tal como tu te esqueceste de mim tantas vezes durante estes meses. E soube bem. Sim, ontem recebi uma mensagem tua, mas está claro que nem ontem nem h...

A Noite.

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E ontem, como acordado com a ESN Bruxelas, preparei-me para dar o meu contributo para a UNICEF: O objectivo era, no leilão organizado para a noite de St. Nicholas, eu vender uma determinada canção que cantaria de seguida, e o dinheiro reverteria a favor da UNICEF. Chegando à hora, havia poucos Erasmus, mas muitos amigos que queriam ouvir-me a tocar pelo menos uma, num palco como deve ser - Em vez do já habitual QG. Então, com o nervosismo habitual (cada vez menor) cheguei ao palco, peguei numa cadeira, sentei-me e toquei "Hey Soul Sister", que foi recebida com muitos mais aplausos (e pessoas) que o esperado - Sem qualquer sistema de som, o que eu achava que ia ser claramente incontornável ;-) Mas subitamente, chegaram pedidos de canções de todos os lados: "4€ for a portuguese song" "tracy chapman" "damien rice" e eventualmente graças ao fabuloso Cedric Poppe conseguiu-se um dueto e um "fast car" com acompanhamento de viola simplesmente...

Non, je ne regrette rien

Vou estando por estes lados, neste país cuja língua se vai tornando cada vez mais familiar, mais querida, e vou-me afeiçoando mais e mais às pessoas, aos hábitos, aos momentos e a tudo o que tenho vivido. E vou tendo mais e mais vontade de me deixar estar quietinha no meu canto, por aqui, porque me parece tão mais fácil, tão menos complicado e claro tão doce, tão apaixonante... Sim, eu sei que tenho de voltar; Eu sei que no fundo não pertenço aqui, mas também já não sei se pertenço a Portugal, a esse "meu" país que nunca me pareceu tão meu quanto isso, às pessoas de quem francamente tenho tantas saudades, à minha família que eu amo profundamente, ao que deixei para trás estes meses tentando não olhar (muito) entre espreitadelas rápidas e olhares fugazes para o que tenho estado a perder. (Tanto, aposto!) Não sei se quero deixar o que ganhei por cá, se quero dizer adeus e mais uma vez começar tudo do zero no sítio do costume. Não sei, ou então sei que não quero, mas a verdade é...

Johnny, la gente está muy loca!

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E vieste, passaste por estes lados e partiste... Quase como se não tivesse passado tempo nenhum, e estivéssemos de novo em Lisboa, com longos passeios pela cidade, a dançar nas festas loucas do Musicbox ou a tomar aqueles nossos cafés que sempre souberam mil maravilhas! Ajudei-te a conhecer um pouco de Bruxelas - Esperemos que a melhor parte - E fizeste parte desta minha vida por aqui, sempre com um sorriso, e eu agradeço. Como sempre com longas conversas e conselhos que vão aos poucos soando mais sábios à medida que penso mais e mais na maneira como falaste comigo. De facto la gente está muy loca sempre que estás por perto... E sabe sempre bem =)

Nós(?)

Escrevo hoje porque já não estás aqui. Para variar, habituar-me à tua presença acabou por se revelar particularmente fácil - Ainda nunca demorou mais que minuto e meio, talvez dois no aeroporto em Paris, talvez um desta vez, quando me apareceste à porta e me pareceste tão naturalmente como rapidamente, em casa. Escrevo hoje porque me fazes falta. Claro que estando por aqui, tão longe de casa e com tantas situações pouco familiares, fazeres-me falta se torna fácil... Tanto quanto a "falta" de alguém pode alguma vez ser fácil. Mas o teu caso, será diferente dos outros, porque de alguma forma acabaste também por ser diferente, por seres mais... Mais o quê, perguntarias? Ou talvez nunca o chegasses a fazer, com medo do que te pudesse dizer em resposta. E eu, o que diria? Nada. Ou, simplesmente, "algo mais"!  Somos peritos em não falar. Peritos em desviar conversas e em evitá-las então... Devíamos ganhar algum tipo de prémio! Não exigimos nada um do outro porque ...

Noite Portuguesa

Há uns anos, se me dissessem "Carla o que achas de organizar uma noite portuguesa para 100 pessoas?" eu diria que IR a uma noite portuguesa, tudo bem, daí até organizar vai um grande passo. Pelo menos há um ano ou dois atrás. A verdade é que a ideia surgiu, avançou e terminou com um sucesso estrondoso, agradecimentos e fotos para mais tarde recordar... No QG cozinhou-se o que se pôde, os pastéis de bacalhau, rissóis de camarão, rissóis de leitão e fritos de chouriço... Faltaram os pastéis de Belém mas vieram rabanadas já a meio da noite, directas das meninas do Porto. Houve claro está moscatel e Ginja. Também do Porto veio o vinho do Porto e a selecção musical, que passou pelo que temos de melhor e pelo que temos de pior: Portanto de Amália, Ana Moura, Mariza e Deolinda até Milénio, Santamaria, Excesso e toda a música Pimba que se conseguiu juntar em tão pouco tempo. Em background passavam imagens do nosso belo país, do Algarve ao Gerês passando por Lisboa, pelo Porto, po...

Ficar... Ou não ficar? Eis a questão.

Sim, claro que me podia habituar a isto. Claro que gostava de continuar a explorar os mercados, a descobrir as comidas e os novos paladares. A conhecer novas pessoas e novas maneiras de viver a vida, umas mais simples que outras... A falar francês e a ver filmes com o Max, ouvir música com a Pauline e a ter conversas intermináveis com a Laet... A comer speculoos quando a fome aperta e ter daquelas noites a tocar "one love" como deve ser... A ir aos TD's e voltar já pelas 5 da manhã sem certezas ou segurança quanto ao que se terá passado por aqueles lados... A estar longe e poder adiar tudo o que não devia ser adiado: As conversas, as situações, as pessoas, o futuro... Sim, podia habituar-me a isso... Mas, não será preferível habituar-me a uma casa que seja realmente minha, a uma situação que esteja resolvida e a pessoas em quem tenha a certeza que posso confiar? - Se é que isso alguma vez vai existir... Uma coisa é certa: Por incrível que pareça, ficar começou a parecer b...

Longe

Do que tenho mais saudades? Da nossa simplicidade. O que temo mais quando voltar? Que essa mesma simplicidade se tenha perdido para sempre...

Quarta viagem de Erasmus: Brugges

Não é que se psoso chamar propriamente "viagem", sendo que Brugges é literalmente ao lado de Bruxelas (Basta dizer que fica na Bélgica, muito longe não pode ser... Não é como se houvesse muitas opções) mas garanto que pareceu, no mínimo, outro país. Brugges é como que, uma cidade "fantasma", no sentido de: Lindíssima mas estranhamente perfeita, arranjada, intacta, imaculada... Não há um papel no chão, um edicício decadente... Está tudo no seu lugar, como deve ser, e estranhamos todo este cuidado,  no fundo quase esta "frieza" que não podemos deixar de sentir. Brugges é claramente uma cidade a visitar, apesar de "não se passar nada" em termos estudantis, festas, etc. É romântica, há quem diga que é a "Veneza" da Bélgica, isto devido não só aos seus canais mas também ao "feeling" que se tem inevitavelmente ao passear por lá. Cidade romântica? Definitivamente. Traz uma nostalgia ao passear por lá (como era o meu caso) sem uma ...

Terceira Viagem em Erasmus: Paris!!

Porque numa palavra, Paris só pode ser uma cidade mágica... Porque há algo de infinitamente belo na vista do Sacré Coeur à noite... Porque a Disneyland Paris é como que aquele bocadinho que nos faltava depois de tantos finais felizes... Porque a língua francesa ainda é das que mais me encanta por entre muitas válidas candidatas... Porque uma cidade que tem comida como"tartiflette", com queijo e mais queijo até enjoar não pode ser má... Porque o Parc Asterix continua o mesmo de sempre, melhorando com a companhia claro... Porque apesar de termos demorado 1 hora a encontrar o Louvre nao chegámos a entrar... Porque Montmartre continua a encantar-me, 5 ou 10 anos depois... Porque o Moulin Rouge e o Museu Erótico são únicos e inconfundíveis e muito, demasiado perturbadores... E finalmente... Porque sou uma romântica, uma sonhadora... E porque foi uma das semanas mais doces de sempre.

Segunda viagem em Erasmus: Dublin

E de Dublin recordo:  - Um grupo de três australianos fenomenais: O Michael, que tem o melhor humor pós-ressaca que eu já vi e pelos vistos quando está a dançar  consegue contorcer-se todo e chegar a tocar com o rabo no chão sem perder o equilíbirio e depois voltar para cima; o Chad, leitor ávido de George R. R. Martin, meio geek como eu (que é sempre um ponto a favor) e claro vítima sucessiva de 7 anos de azar por desconhecer a tradição do olhar nos olhos quando se brinda; E a Katelyn, que acabou por ser a companhia constante com quem finalmente vi Inglorious basterds e me fez companhia na leitura do segundo Eragon, fora uma hora a dançar 80's num andar esquecido de uma semi-discoteca nos arredores de Dublin durante o Backpackers Ball; - Um outro australiano chamado Dawson cansado de fugir às piadas fáceis - Mas que claro está levou com elas na mesma da minha parte "vá láá, posso fazer as piadas na mesma?" - Os pubs: Para além do incontornável Temple Bar, todos os outr...

Welcome Weeks... Welcome drinks... Welcoming people ;-)

Os eventos da ESN Brussels foram, pelo menos falando por mim, um autêntico sucesso! Infelizmente não deu para ir à guided tour de chocolate (snif) mas já me disseram que ainda pode ser que dê para fazer algo do género este mês, portanto, não está tudo perdido! Já arranjei quem tenha pais que trabalham numa chocolaterie =) está tudo feito! Não deixou no entanto de ser uma boa noite, mais uma a discutir a política na Bélgica com uma pessoa que de facto "adivinhou" que o novo governo se ia formar dentro de duas semanas! Quem diria? Depois foi a vez da fantástica sessão Beertasting. Após ter dado aquela ajuda de staff, sobrou um espacinho para eu poder também participar... Começando pelos oradores, bastante divertidos (um deles claramente com alguma bebida a mais, e que fez erasmus em Lisboa há cinco anos!!) e passando por um conhecimento mais profundo sobre a cerveja belga, posso dizer que me senti bem mais culta - se bem que um tipo de conhecimento que me transforma automatica...

Ready, set, go!

Esta semana começa tudo:  Tese, apresentações, welcome days , festas de erasmus, aulas... Depois de uma semana inteira a conhecer os bocadinhos de Bruxelas que queria, a tratar das burocracias, a habituar-me a esta casa enorme - Ainda tão silenciosa - E a preparar-me para o que vem, sinto que estou mais que pronta! Depois de uma noite no chamado Anti-tapas, com música de elevadíssima qualidade (Basta dizer que era uma estranha combinação de reggae, ska, música latina, e muitos solos de guitarra eléctrica e saxofone - Excelentes. Ah, já mencionei que todos os elementos estavam de boxers? Sim, SÓ de boxers. E claramente que nenhum deles era candidato a mister universo. Devo dizer que estar na segunda fila de um concerto nunca se revelou tão perturbador. Mas, se gostei? Adorei. Há muito tempo que não dançava tanto, e aliás, quando se sai à noite com espanhóis (como deve ser), a noite tem mesmo de dar para dançar!) e de outra na óptima companhia da Pauline... Estou pronta para mais,...

...Esta loca vida de Erasmus!

Ficar pelo Delirium Bar até às 5 da manhã... Ceonhecer um francês com um hotel no Sul de França... Um irlandês com um sotaque lindíssimo... Falar em francês horas a fio... Invadir uma house party e só conhecer depois os donos do apartamento... Dançar no Belga Café até fechar... Será que este será apenas o grande começo.... De um semestre e não esquecer?

Sessão de Cinema - Melancholy

Ontem, primeira sessão de cinema... Um cinema incrivelmente caro para mim, que custou a módica quantia de  10€! E o filme escolhido, por uma das raparigas cá de casa, foi "Melancolia" - Festival de Cannes & Lars Von Trier, combinação mortífera! O que tenho a dizer? Não estava à espera. Embora muito (muito) deprimente, lindíssimo. óptimos actores (O que se podia esperar de um filme com o senhor sueco do Tru Blood, que contracenou com o seu pai - finalmente!) e acabámos por ficar as três bastante envolvidas no filme. Mas que não é para todos... Isso não! (Tive, claro está o choque de ter durante o filme todo, legendas em holandês e francês ao mesmo tempo... Sempre bom!) Tivemos uma noite de meninas e eu gostei imenso... Também já era preciso. E esta semana, é o ciclo de conferências de voluntariado. Mal posso esperar!!

Curiosidades temporais Bruxelianas

Hoje foi dos dias mais estranhos que já tive. Primeiro, um calor insuportável. Sair de casa com: calças, top, chinelos, óculos de sol. O que deveria ter levado na mochila? Guarda-chuva! Isto porque uma hora depois, o céu está incrivelmente cinzento, chuva já com uma certa violência (sabem, daquela que molha mesmo)... E 15 minutos depois, volta o sol e o calor... à noite, frio. (Lá saiu o cachecol  preto do armário) E sejam bem vindos a um dia normalíssimo de Verão em Bruxelas!  (E estranhamente, não me pareceu tão mal quanto esperava. Senti uma calma surpreendente ao caminhar pelas ruas molhadas com o sol a bater-me nas costas. Os pés enregelados, é certo, e a necessidade urgente de um duche mal chegando a casa, mas mesmo assim, uma felicidade pouco usual, tranquila, que me dizia com toda a certeza, que é mesmo aqui que eu deveria estar)

Sobre tudo

Talvez eu simplesmente seja feita para isto: Viver, conhecer, descobrir... E talvez, assim sendo, qualquer laço... Seja pesado demais. (Talvez, talvez...)

Primeira viagem em Erasmus: Antuérpia

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Posso dizer que hoje - Apesar de tarde - durmo com um sorriso no rosto. E não é nada pequeno. Começando pelo fim-de-semana fantástico na Antuérpia, que começou por um barbecue, continuou com gastronomia e tradições tipicamente "antuerpianas" e terminou não só com vários tipos diferentes de cerveja mas também com umas jamming sessions fenomenais - Finalmente conheci praticamente todos os que vão partilhar comigo o seu "kôt", a sua casa, durante 5 meses inteiros. Devo ter feito algo realmente bom para ter tido esta sorte: São os quatro extraodinários, queridos, e não podia ter sido melhor recebida - Pelos vistos, se o furacão não tivesse impedido o Redg de estar em Bruxelas no dia em que eu cheguei, eu teria sido recebido por ele, música, boards com o meu nome e todas pessoas que eventualmente ele conseguisse angariar - Para me sentir o máximo "em casa". Até agora temos falado em inglês, mas eventualmente vamos mudar para o francês e eu não podia estar ma...

And today...Brussels!

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 Acreditando ou não... há umas horas estava eu sossegadíssima em Lisboa, e neste momento... Bruxelas! Mais precisamente, Etterbeek (bastante perto do centro de Bruxelas) É estranho estarmos num sítio completamente diferente do que estamos habituados; Uma língua diferente que sentimos ser nosso dever dominar; Os horários e estilos de vida que diferem dos nossos a olhos vistos; Maneiras de agir, de estar, que nos são estranhos, E habituarmo-nos a isto tudo... Num abrir e fechar de olhos! Hoje basicamente cheguei ao apartamento e... Pus-me à vontade! (Espero que não demais) Acham demais por a almofada do super-homem em cima da cama, a viola ultra-personalizada em cima do puff, e duas garrafas de ginja e moscatel na prateleira bem pertinho de uma bandeira de Portugal? =P I think NOT =P Isto sem contar com já a tradicional fileira de livros, a t-shirt da ESN e o disco externo para não haver dúvidas de quem está neste quarto a partir de agora!! Tuga Vs. ESN'er Vs. Geek Vs. Meninaa (Já ...

Medos

E quanto a nós... O que dizer? Posso dizer-te sque o que viver, o que conhecer, o que experienciar, fá-lo-ei com a certeza que gostaria de o fazer contigo também. Posso dizer-te que me assusta esse cartão "get out of jail free" e gostava de o trocar por uma ruazinha do ouro, ou da prata, ou nem que seja por uma daquelas em que ninguém calha quando é preciso, especialmente quando tem hotéis a encher o espaço todo... Mas que sei porque o fizeste. E não imagino sequer o quanto te custou. Bem, imagino. Tanto, que eu não consegui dizer-te o mesmo... Posso dizer-te que contigo quero mais, vejo mais. Mas tenho medo que isso seja de agora, que com o tempo me esqueça disso e que eventualmente tanto eu como tu deixemos morrer isto que de repente surgiu com tanta intensidade. Tenho medo que me esqueças como eu sou e me transformes assim em alguma ideia ou melhor, ou pior, do que sou realmente; Tenho medo de veres outros lados de mim estes meses, lados tristes, lados assustados, lado...

...Countdown to Brussels

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Daqui a três dias começo, finalmente, a minha aventura... Preparo-me nestes últimos dias para dizer adeus a tudo o que conheço e que tenho como certo...  Algo me diz que tem sido para isto que me tenho preparado durante todo este tempo! E mal posso esperar... Nos últimos tempos, algumas coisas foram mudando - Para melhor, mas poderão fazer com que toda esta aventura... Tome um rumo apenas ligeiramente diferente... Um de que eu comecei a gostar bastante - Nem melhor, nem pior, simplesmente diferente. (Uma coisa é certa, vou morrer de saudades tuas) De qualquer das formas, por muito que me vá custar deixar algumas pessoas por terras lusófonas... Mal posso esperar! Quero fazer tudo, quero conhecer tudo, quero viajar e rir e divertir-me e claro escrever a tese algures pelo caminho!!! Quero cantar e encantar, onde quer que esteja, e quero aproveitar estes 5 meses para fazer tudo o que sempre quis fazer... Espero conseguir aguentar o horário belga, em que se janta pelas 6 da ...

Inesperadamente

Que posso dizer-te? Apanhaste-me de surpresa. O teu carinho, o teu sorriso, a tua mão na minha e o calor do teu abraço. O que não dizes quando te apanho a olhar para mim, o que dizes quando estás longe e sentes que o momento que temíamos está a chegar;  Apanhou-me de surpresa o teu optimismo, a tua fragilidade em pequenas coisas - mesmo que nem tu o saibas - e a tua constante procura de mimos, de carinho, de beijos ternos como o miúdo que nunca vais deixar de ser.  Com grande surpresa surgiu também tudo isto, as noites que faziam todo o sentido, os dias inteiros sem um único momento aborrecido, as gargalhadas constantes, a partilha e compreensão a um ponto inacreditável, as idas às compras, a viagem deliciosamente espontânea que nunca pensámos em fazer.  E agora?  Será que posso dizer-te o que sinto por ti, o quanto estes dias me fizeram feliz tal como já não o era há tanto tempo? Será que devo dizer-to agora, antes de ir, ou não será isso egoísmo da minha ...

....Sobre maus timings

Fui entrando na tua vida, tu foste entrando na minha. Fomos partilhando pormenores, segredos, histórias. E de repente fazes-me falta. Não devia ter acontecido isso -Ambos sabemos que me vou embora e só queremos aproveitar ao máximo tudo o que a vida nos trouxer - Então, porquê? Porque teremos deixado isto chegar a este ponto? Este em que subitamente prevemos reacções um do outro e surge um carinho fora do normal, um que não devia sequer ser vislumbrado considerando tudo o que sabemos um sobre o outro. Porque é que as conversas fluem e o sorriso é constante, porque é que se vai tornando mais difícil pensar no capítulo seguinte como se nada fosse, ou sequer como se nós os dois não fossemos coisa nenhuma? E tu, o que achas? Será que isto era mesmo suposto ser assim?

Here we go again...

Estou há tanto tempo à deriva.  Já tive tantas certezas, como é que as perdi mais uma vez?  Quem poderia adivinhar que a minha vida ia ser virada do avesso uma vez mais, e que ia demorar tanto tempo a voltar a orientar-me?  Não estava a contar estar sozinha outra vez...  Recostei-me e voltei a confiar que não precisava de resolver tudo assim, cada dia mais longo que o anterior, cada peso multiplicado por dois, três, cada vez mais...  Vou voltar a acreditar que desta vez vai ser diferente, e que vou voltar a ganhar tudo o perdi.  Esperar que até à próxima, faltem, pelo menos, uns bons meses...  E ganhar juízo até lá.  Tranquilidade q.b.  Alguma sabedoria seria sem dúvida bem vinda.  E mais que tudo isso...  A felicidade que tinha demorado tanto a encontrar e afinal estava ali mesmo, à mão de semear, nas coisas mais pequenas de todas...

Circunstancial... E temporária

É bom estar-se sozinho. É bom não termos de nos preocupar com mais ninguém para além de nós próprios, é bom poder cometer erros e fazer o que quisermos sem consequências para outras pessoas, para além de nós próprios. É bom não discutir, é bom não sofrer e estar dependente de outra pessoa para estarmos, ou sermos, felizes. É bom tomarmos decisões por nós e por tudo o que é importante para nós, seguir em frente e ser sempre tudo uma aventura, podermos começar do zero quando e onde quisermos, no strings attached, no questions asked. É bom, é optimo estar-se sozinho, sem complicações, sem dores de cabeça, sem chatices, sem discussões... Partilhar apenas o necessário e conveniente, deixar feridas, mágoas e desilusões para trás, como se deixassem de existir. E ontem, enquanto olhava para a Avenida da Liberdade no miradouro de São Pedro, pensei - Não, não quero estar sozinha para sempre... Ontem pensei, que estou cansada de histórias a curto prazo, da tal frieza de robô, da total falta d...
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O que pensas que estás a fazer?  Pára.   (Só estou contigo porque não tenho medo de sentir a tua falta!) Não me faças habituar a ti . ..

Desejos simples, desejos (in)conscientes, desejos intermináveis

Gostava que estivesses comigo. Ontem, hoje, amanhã... Gostava que me dissesses o que fazer, que me deixasses chorar no teu ombro, que me dissesses que vai correr tudo bem. Que me abraçasses como só tu sabes e deixasses as horas passar, sem correrias, pressas, relógios e agendas. Gostava que fosse tudo simples. Gostava que me desses todas as respostas às perguntas que vou tendo e que ninguém me sabe responder - Não como tu, com certeza, o farias. Gostava que pensar em ti não significasse mágoa, gostava que não me fizesses chorar e tudo fosse simples outra vez. Tenho a certeza que as coisas já foram simples, um dia. Dizes que ainda te lembras, dizes que te lembras todos os dias. .. E eu gostava de acreditar. Gostava que fosse fácil. Mas nunca é fácil dizer adeus às pessoas que amamos, não quando não o queremos fazer e principalmente quando não conseguimos dizer nada mais para além do já cliché "adeus, mas por favor não me deixes ir embora" Gostava que me ajudasses a perceb...

Inconsistências

Precisei tanto de ti.  Estive com outros braços, outras bocas, outros olhos, mas não os teus.  Outra noite, mais uma, outra a seguir, mas nunca olhaste, esperei, mas nunca ligaste, nunca vieste e eu? Eu deixei-me ficar.  Chamei-te, mas não me ouviste.  E agora?  Será que és tu que me chamas, com a rouquidão de quem nunca teve necessidade de alguém?  Será que é o meu nome que gritas? Ou será que é isso que a mim me parece, que tenho tantas saudades tuas?  Será que escuto sílabas desconexas e será apenas lógico assumir que juntas estarão muito próximas do meu nome? Será pois que faz sentido para ti chamares-me, agora que já desisti de nós?  E tu, há quanto tempo desististe de ti próprio?

Ausência

Disseste: "Já era tempo" e partiste. E eu não reparei, deixei-me estar. Pensei que a tua ausência fosse apenas momentânea, que fosse outra das coisas que fazias e que me deixavam a pensar que nunca conheci alguém tão detestável, alguém tão adorável e ao mesmo tempo tão especial quanto tu foste, sempre, para mim - Ao mesmo tempo. Mas a tua ausência foi-se tornando mais pesada - Como são sempre mais pesadas as coisas que nos magoam - e percebi que não voltarias tão cedo - ou secretamente sabia que não voltarias nunca mais.

Film Noir 101

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Após muito tempo a adiar filmes e filmes, na semana a seguir aos exames, que estava a merecer começar a ver um clássico às duas da manhã e terminar às quatro, só porque podia. E o escolhido foi O Falcão Maltês. A intriga é simples: Humpfrey Bogart é um detective privado, mulherengo, com um caso com a mulher do seu sócio. Um dia recebem uma cliente bastante atraente que lhes pede para ajudarem a encontrar o perseguidor da sua irmã. Mas essa investigação chega ao fim quando o seu parceiro é assassinado e Humpfrey se encontra como o principal suspeito, e no meio de algo muito maior do que estava inicialmente à espera. Primeiro ponto: SE querem ver um clássico film noir, é deste que estão à procura. Tem todos os elementos: A femme fatale, os criminosos com estilo e com grande palavreado enquanto seguram uma pistola na mão, as conversas sempre calmas e longos diálogos independentemente do perigo da situação ou do stress associado. Humpfrey Bogart está fantástico, sempre com o seu tabaco d...

Sentença

Talvez ambos fôssemos culpados de olhar, sentir, sorrir; Sim, éramos culpados de tudo o que jurámos e de tudo o que roubámos um ao outro. Éramos culpados e sabíamos, com a certeza de mil vidas que nunca vivemos juntos, mas nada havia a fazer, nada podia ser dito. E agora? Como vais tu proclamar a sentença final, como vais já no corredor da morte substituir em mim esse desejo de amar quem já não está, de amar quem não poderei nunca amar, de amar como nunca nos amámos verdadeiramente...?

Sobre 2010 e o que se poderá esperar de 2011

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O ano passado, provavelmente mais cedo que este ano - Peço desculpa pela prolongada ausência - escrevi um texto com inúmeros desejos para o ano que estava a chegar... Chegou a altura de fazer o tal balanço... Quem sabe, fazer mais uma resolução ou duas... Começo por dizer que este ano as passas estiveram em grande na minha passagem de ano. Se gostei? Não. Se foi necessário? Sim, já era tempo! E com champanhe que se não era bom, àquela hora já parecia quase néctar dos deuses comparado com os vários tipos de sangria caseira que tínhamos à nossa disposição (já se sabe como é, passagens de ano em casa vai acabar sempre por dar para "aquele amigo que sabe fazer sangria" fazer uns quantos tipos diferentes em quantidades industriais e claro ou ficam extremamente doces, ou extremamente fortes... Qualquer bebida em comparação fica a parecer muito, muito boa!) Bem! Vamos lá para a introspecção? Há um ano atrás... Tinha muitos objectivos para cumprir.Sonhos, desejos? Posso dizer s...

Para mim, faz todo o sentido...

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Com o tempo, tornou-se fácil não pensar. Tornou-se fácil para mim passar à frente, andar sem olhar para trás, continuar como se nada fosse. De repente já não custa, já não dói. Já nem sequer me lembro... Mas depois de tanto tempo, o sorriso já não é igual. A gargalhada não soa ao mesmo e ecoa, desprotegida. A música parece distante e vazia, monótona, como se tudo fosse parte do mesmo álbum que ouvimos vezes sem conta, tantas que as músicas se misturam até parecerem sempre a mesma, em modo repeat , vezes e vezes sem conta. E nesta busca desenfreada pela ausência de emoções esqueci-me que a vida sem sentir é tão vazia que deixa de fazer... Sentido. Sem amor, sem paixão, mas também sem ódio, sem discussões, sem choros, sem dor, sem desilusão, arrependimento, sem nada, não sou, não respiro, não vivo. Nem sequer sobrevivo, definho sem vontade de voltar, sem vontade de ser. Assim vou ficando, esperando por aquele dia: Aquele em que vens e me deixas sentir de novo. O dia em que me garant...