...E afinal, porquê?
Pergunto-te porquê, e não me respondes.
Dizes-me que me amas, que somos tudo, que te faço ser melhor e que mudaste a tua vida por mim - Mas não me dizes porquê. O porquê de não mo teres dito, ou o porquê de tudo isto.
E eu fico por aqui, sem perceber, sem rumo, porque até aqui tinha focado tudo em ti, tinha decidido apostar em nós e nisto, neste relacionamento estranho e disfuncional, neste relacionamento em que me fui apaixonando por ti e tu...
Tu.
Tu, que também tens sentido tanta coisa, mas que, na verdade, não queres largar aqueles momentos que te dizem que ainda és a mesma pessoa, que não te rendeste ao aborrecimento da vida mundana, sem excitações, casos de uma noite e bebedeiras de muitas mais...
A verdade é que, por muito que me ames, te faz falta aquele sangue a fervilhar e o engate vazio dos verdadeiros noctívagos, de que afinal fazes parte mas que eu, eu nunca fiz, mesmo que tenha tentado - E tentei muito, muito antes de ti, contigo, e até um pouco depois... Mas não sou eu.
Mas e tu? O que queres afinal?
Nunca soubeste talvez, sempre foste fazendo o que quiseste sem pensar em consequências...
Eu? Aparentemente eu só queria ser feliz.
A verdade é que me agarrei a uma ideia de ti que não existe, nunca vai existir e tu serás sempre a pessoa que me espezinhou o coração tantas vezes quanto conseguiu - E depois mais uma ou duas, enquanto chorando me dizia que me amava e que nunca me faria mal.
E eu, o meu coração em sangue, sorria e dizia que sim, que também te amo, e que sempre soube que nunca me magoarias assim.
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