Briefing 2017
Todos os anos faço um pequeno "estudo" sobre o ano que passou, e o ano que está para vir. Começo por olhar para o ano anterior, as resoluções, o que queria cumprir, o que aconteceu e o que não.
“Sobrevivi” a este ano em Lisboa. Não foi um ano incrível, pelo menos não na sua totalidade, mas foi sem dúvida inesquecível.
Cheguei a Lisboa, vinda de Londres, em Dezembro de 2016, igualmente cheia de medos e entusiasmos. Sem saber o que haveria de vir mas com uma esperança incrível e uma crença inexplicável de que tudo ia correr bem.
Os meus "main accomplishments" para este ano seriam: Terminar o ano sem dívidas, do zero.
Quando cheguei a Lisboa, conheci um grupo de pessoas impecáveis e incríveis que se tornaram rapidamente uma pequena família e apoiaram-me em muitos aspectos de integração. O João Rodrigues, o meu companheiro de casa actual, impulsionou este grupo a adoptar-me e juntamente com uns tantos outros, fizeram-me sentir querida e acarinhada. Obrigada a ele e a todos eles (Bomfim, Rafa, Cordeiro, MJ, Martinha, Joel, Susaninha, Sandra, só posso oferecer o meu obrigada por esses meses iniciais)
Pela primeira vez há muito tempo, veio ter comigo um pequeno ser, um gatinho amarelo amoroso, que adoptei como meu. Com o receio inicial próprio de alguém que não fazia compromissos há muito tempo. O Leo veio para ficar, não só tem sido a minha companhia mas também a minha responsabilidade. Ficou oficial quando o levei ao veterinário pela primeira vez no início de Janeiro deste ano. Leo hoje e para sempre.
Comprei um carro. Sim, eu sei, não parece grande coisa. Mas para mim, ter um carro é algo que não só não acontecia desde 2013 – Quando deixei a minha Lisboa - A Lisboa que tenho recuperado aos poucos, apaixonando-me outra vez fazendo ela cada vez mais parte da minha vida e de quem eu sou.
Fui a Berlim, Cantei no Mauerpark Karaoke, e fiz 2 dias de concertos em que consegui ganhar a maior soma de dinheiro que alguma vez tinha conseguido. Desde sempre. Fiquei tão feliz e inspirada que arranjei o nome para o meu projecto “The Jukebox Show” e finalmente dei o meu primeiro concerto de Lisboa.
Não só decidimos ir a Marrocos, como fomos mesmo – Eu, a Vistas e a Margarida, um trio que talvez muitos diriam improvável.
Partilhei medos, dúvidas e carinho com alguém que me tratou muito bem e a quem devo muito; E outra pessoa ensinou-me que eu não tinha mais tempo para dar a quem não sabe bem o que quer, por muito que tentasse saber.
Fui ver o Homem que mordeu o cão, Postmodern jukebox, Carminho, Carlos do Carmo e Raquel Tavares, e uma noite de jazz que mudou a minha vida.
Bebi muito, muito menos – Apesar de o início de ano ter sido uma perdição – E voltei à minha rotina normal de consumo de álcool, com muitas noites com bom vinho. Fui mais saudável, mais calma, mais tranquila comigo própria, mais consistente, de alguma forma menos exigente. Comecei o ginásio. E cancelei o ginásio. E as duas coisas foram boas. Comecei a correr, mas ainda não sei se é isso que vou conseguir manter.
Finalmente vi alguns filmes que já estavam devidos (Metropolis, The Hunt) e estou ansiosa para os óscares o róximo ano.
Já foram dois concertos no Quimera, e esperemos que muitos mais no próximo ano que aí vem
Comecei uma gravação de um álbum de smooth-Jazz -Compromisso de já lá vão 2 meses, que incluiu também parar de beber e voltar aos meus exercícios de voz e constante disciplina.
Depois de um ano cheio de trabalho e desafios, entrei na Siemens, onde espero poder continuar a dar sempre o meu melhor, nesta nova fase que está a começar para mim, muito intensamente.
O que aprendi ao longo deste ano:
E para 2018, quero muito:
Comprei um carro. Sim, eu sei, não parece grande coisa. Mas para mim, ter um carro é algo que não só não acontecia desde 2013 – Quando deixei a minha Lisboa - A Lisboa que tenho recuperado aos poucos, apaixonando-me outra vez fazendo ela cada vez mais parte da minha vida e de quem eu sou.
Fui a Berlim, Cantei no Mauerpark Karaoke, e fiz 2 dias de concertos em que consegui ganhar a maior soma de dinheiro que alguma vez tinha conseguido. Desde sempre. Fiquei tão feliz e inspirada que arranjei o nome para o meu projecto “The Jukebox Show” e finalmente dei o meu primeiro concerto de Lisboa.
Não só decidimos ir a Marrocos, como fomos mesmo – Eu, a Vistas e a Margarida, um trio que talvez muitos diriam improvável.
Partilhei medos, dúvidas e carinho com alguém que me tratou muito bem e a quem devo muito; E outra pessoa ensinou-me que eu não tinha mais tempo para dar a quem não sabe bem o que quer, por muito que tentasse saber.
Fui ver o Homem que mordeu o cão, Postmodern jukebox, Carminho, Carlos do Carmo e Raquel Tavares, e uma noite de jazz que mudou a minha vida.
Bebi muito, muito menos – Apesar de o início de ano ter sido uma perdição – E voltei à minha rotina normal de consumo de álcool, com muitas noites com bom vinho. Fui mais saudável, mais calma, mais tranquila comigo própria, mais consistente, de alguma forma menos exigente. Comecei o ginásio. E cancelei o ginásio. E as duas coisas foram boas. Comecei a correr, mas ainda não sei se é isso que vou conseguir manter.
Finalmente vi alguns filmes que já estavam devidos (Metropolis, The Hunt) e estou ansiosa para os óscares o róximo ano.
Já foram dois concertos no Quimera, e esperemos que muitos mais no próximo ano que aí vem
Comecei uma gravação de um álbum de smooth-Jazz -Compromisso de já lá vão 2 meses, que incluiu também parar de beber e voltar aos meus exercícios de voz e constante disciplina.
Depois de um ano cheio de trabalho e desafios, entrei na Siemens, onde espero poder continuar a dar sempre o meu melhor, nesta nova fase que está a começar para mim, muito intensamente.
O que aprendi ao longo deste ano:
- Nem todas as amizades vão ser recíprocas. Tal como em relacionamentos, amizades desiludem se deixarmos e subimos expectativas; E que muitas vezes o último sítio onde esperamos ter uma, é onde encontramos;
- A importância de um ideal ou de uma crença por trás de tudo o que fazemos. Seja trabalho ou lazer. Isto são pontos essenciais. O acreditar que estamos envolvidos em algo, ou com alguém, que vale a pena individualmente e que partilham esse conjunto de ideais;
- Quando resulta reconectar com amizades antigas, é ótimo, mas na sua maioria não devemos ter medo de deixá-las ir para que novas companhias e amizades possam ter espaço para surgir;
- A distância não é motivo para uma amizade se manter, ou não;
- Mesmo quando as coisas não estão bem, é importante respirar fundo, confiar que as coisas estão a ir numa boa direcção, e seguir o caminho. Nem todos os dias vão ser bons. Isso não quer dizer que todas as decisões estejam erradas;
- Há pessoas certas e erradas para cada um de nós, o que não implica que sejam igualmente certas e erradas para todas as pessoas. Algumas pessoas simplesmente encaixam uma com a outra.
- É importante dar importância às pessoas. Mas apenas a quem merece.
E para 2018, quero muito:
- Conseguir por fim focar-me em apenas algumas coisas que quero mudar, ou melhorar, em mim, e não estar constantemente e mudar de ideias só porque o dia não foi bom;
- Terminar os projetos que comecei em 2017 e deixei abandonados, incluindo alguns cursos de IT;
- Voltar a dar relevância ao canto e à guitarra - Música em geral, na verdade;
- Manter a boa forma e mais que isso, a boa saúde (Quem sabe, perder 3kg pelo caminho!);
- Viajar um bocadinho, desta feita não sozinha, e aprender a não ser sempre só eu contra o resto do mundo em muitos outros aspectos;
- Começar a juntar algum dinheiro para um futuro já não tão incerto;
- Ter uma dedicação fora do normal ao trabalho para conseguir destacar-me de alguma forma;
- Andar numa montanha russa;
- Ver 5 filmes do Hitchcock e mais 25 filmes da lista IMDB “Top 250”;
- Ler 10 livros considerados “clássicos” ou de alguma das minhas listas.
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